sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Uma Carta Para O Profeta

Duas semanas atrás, meu marido chegou da sua reunião com uma carta da primeira presidência da Igreja para as lideranças locais.  Quando ele me mostrou, senti um forte desejo de escrever para eles.

No dia seguinte, depois que coloquei as meninas na escola, o desejo pareceu muito forte: eu precisava escrever as coisas que estavam me afligindo.  Mas pensei comigo mesmo que era demais escrever para os homens que cuidam da Igreja inteira.  Considerei que talvez fosse melhor escrever para um dos Doze Apóstolos, já que eles eram pelo menos mais jovens!  

O fato é que eu escrevi tudo sem censura.  E saí de casa para fazer o que eu tinha que fazer.  De noite eu tive mais inspirações sobre o que eu deveria perguntar, mas relutei.  Depois de ter escrito tudo aquilo, parecia bastante óbvio pra mim que não era adequado importunar aqueles que tem coisas tão importantes com os meus problemas.  E deixei o assunto de lado.

Acontece que no último sábado tive a oportunidade de assistir a conferência geral da Igreja.  A cada seis meses as lideranças gerais da Igreja se pronunciam sobre temas variados conforme indicado por revelação.  São 4 sessões gerais, uma reunião para as mulheres e outras só para os homens.  



No final do sábado, após assistir duas dessas sessões, lembrei-me da minha carta.  E para meu total espanto, percebi que todas as minhas perguntas tinham sido respondidas através daqueles discursos.  Me senti extremamente grata por ter seguido a inspiração e colocado no papel o que estava guardado no coração.  E mais grata ainda por saber que Deus já sabia que eu receberia a resposta da boca dos profetas.

Sou muito feliz por fazer parte de uma Igreja que é guiada por pessoas que falam pelo dom e poder de Deus.  Convido você a escrever a sua própria carta para o profeta e depois ouvir as respostas nas palavras de seus servos inspirados no link abaixo.

https://www.lds.org/general-conference?lang=por

O Senhor nos ama e Ele deseja comunicar-se conosco!

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Encontrar o Amor Nessa Vida

Essa foi uma semana bastante atípica.  Começou com uma tarde de segunda em uma capela me despedindo do irmão mais novo do meu avô.  Ali entre primos de quem eu sei tão pouco, me lembrei que no último dia 17 de setembro meu amigo Nagib Dias havia falecido e eu não tinha encontrado tempo para fazer aquele almoço que eu queria ter feito para ele.  E olhando ali para aquele tio que na verdade parece mais com meu pai e comigo do que com seus próprios filhos, percebi que nossas memórias juntos eram tão preciosas apesar de tão poucas.

Passei a semana com a mesma frase da música do Legião Urbana presa na minha cabeça:

"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã
Porque se você parar para pensar, na verdade não há" 

(E aqui coloco o link para quem quiser ouvir tudo!) 
https://youtu.be/bvIMBVBRpJU

Então ontem, quarta, eu tive oportunidade de colocar em prática o que eu aprendi naquela hora.  Foi aniversário da minha mãe, mas também era semana de prova da minha filha, palestra da escola que eu queria conhecer, último dia de inscrição de uma outra escola para a mais velha.  Minha mãe estava em Volta Redonda, e para ir vê-la eu precisaria me enrolar toda na rotina da semana.  Eu teria hoje mais prova da mais velha, dentista da mais nova, estudar para as minhas provas da semana que vem...



Pensei com meus botões: por que raios estar com minha mãe viva em um dia feliz não seria mais importante do que as coisas rotineiras da vida?  E que mania é essa que a gente tem de achar que um velório é mais importante do que um aniversário?  O meu versículo favorito ganhou então mais uma perspectiva para mim:


Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.
Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?
Mateus 16:25,26


Então sem mais me preocupar com minha rotina, busquei minha filha depois da prova e fui. Hoje corri de volta para ela fazer mais uma prova depois de um momento especial para todas nós.  Sei que essa é uma lição que eu espero ensinar para minhas filhas: que essa vida é uma passagem onde o nosso cronograma parece não encaixar com o das pessoas que mais importam.  Chegamos depois, partimos antes, ficamos para trás.  Hoje as pequenas vão ver a outra vó, que está de passagem no Rio de Janeiro.  E assim, de momento em momento, vamos perdendo a vida por amor e ganhando muito mais que o mundo inteiro poderia oferecer.






segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O Gato e a Oração da Fé

O Pai Celestial é um Pai cuidadoso e amoroso, sempre cuidando de nós. Ele está atento aos detalhes da nossa vida e sempre pronto para nos ajudar, sempre. 

Quando minha filha fez 3 anos de idade, ela ganhou um gato de presente. O Tom, nome escolhido por ela, não foi assim um desejo de todos já que meu esposo não é muito fã de gatos, porém foi muito bem recebido com apertos e amassos da nossa filha, que em troca recebia muitos arranhões e mordidas para todo lado. Mas ela o amou e sempre quis ter um gatinho, então estava muito feliz e realizada e nós, estávamos em parte.
Recentemente compramos uma casa, e depois de 3 anos juntos no mesmo local, começou todo o processo de mudança cansativo e estressante. O Tom teve que ser deixado para trás, por duas semanas, para depois ser levado para um lar habitável junto com as crianças.
No entanto, assim que nos mudamos o Tom desapareceu. Um dia, dois dias e nada! Mentalmente estava pensando em como dar a trágica notícia para minha filha, mas como ela não havia percebido a ausência, fiquei esperando o retorno do gato...
E nada.
No quarto dia minha filha se deu conta do ocorrido e chorou o dia inteiro. Eu já havia procurado e chamado pelo gato algumas vezes, mas decidimos procurar mais uma vez juntas pela rua chamando por ele (coisas que só uma mãe faz) mas não o encontramos. Chegou a noite e nada.
Estava tentando acalmá-la (mas por dentro já havia me despedido do Tom), dizendo que ele estava fazendo amizades, mas que estaria em breve conosco e etc., quando veio o pensamento: “Faça uma oração com sua filha”. Obediente ao sentimento, sugeri que fizéssemos uma oração para ajudar o Tom a voltar para casa. Minha filha aceitou de imediato e então me ofereci a fazer a oração.
Fiz uma oração pedindo que o Tom encontrasse seu caminho de volta e depois que terminei, minha filha virou e perguntou: “posso fazer uma oração também?”
“Claro!” Disse eu, animada por estar ensinando minha filha sobre como orar com fé nos momentos de necessidade. Então ela simplesmente disse:
Pai Celestial, pode trazer o Tom amanhã de manhã?”
Simples, direta e objetiva. Essa foi a oração da minha filha e depois foi dormir. E lá fiquei eu, pensando sobre o que iria acontecer... E se o gato não aparecesse? Como poderia explicar isso depois dessa oração? E a sua fé, como ficaria? Orei mais uma vez pedindo que o Pai Celestial nos ajudasse com essa questão e que fortalecesse minha fé, pois eu que estava tão confiante em ensinar sobre orar com fé, já não me sentia tão fervorosa como devia...
Quando foi 5 horas da manhã (cedo!), escuto um miado bem baixinho. Levantei num pulo e corri para a varanda, na esperança de ser o Tom... E era!!! Ele estava lá!!! Corri para buscá-lo, que estava numa casa ao lado e naquele momento entendi que não era minha filha aprendendo o princípio da oração da fé, mas eu que estava sendo ensinada.
Quando a Luiza acordou, ela disse: “Mãe, sonhei que o Tom tinha voltado pra casa!”  E eu pude dizer com muita alegria que seu sonho e sua oração tinham se concretizado.


São pequenos milagres como esse que revigoram nossa fé e o entendimento da grandeza do amor de Deus em nossa vida. Como me fortaleceu! Que sentimento de gratidão! E mais uma vez aprendi que Ele nos ama, e está desejoso de participar do nosso cotidiano, demonstrando seu amor nesses pequenos atos e nos fazendo entender que não estamos sozinhos nesta jornada. Podemos contar com Ele. Sempre.

Carla Miranda Pacífico
Estaca Campo Grande, Rio de Janeiro, Brasil.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Ensinando a Escolher

Fui convidada pela Luciana para contar uma experiência que tive em minha vida em que o evangelho de Jesus Cristo teve alguma influência.  Sou casada e mãe de 3 filhos: o mais velho de 9 anos, o do meio de 5 e o mais novinho de 2.  Conto sempre com o evangelho de Jesus Cristo para me orientar a educá-los e a ensiná-los  princípios e valores cristãos.



Nas últimas férias eu, meu marido e meus filhos tivemos a oportunidade de passar alguns dias na serra.  Certa noite estávamos reunidos na sala, jantando uma sopinha quente que tinha feito.  Fazia frio e resolvemos acender a lareira para nos aquecer. Ficamos preocupados com as crianças e demos vários avisos de que eles não poderiam chegar perto do fogo.  Delimitamos uma área de onde eles não poderiam passar porque poderia ser muito perigoso.  Enfim, acendemos a lareira e ficamos atentos para que nossas instruções fossem cumpridas.  

Em um momento de descuido, nosso filho do meio ultrapassou o limite estabelecido e pegou uma brasa que obviamente queimou sua mão. Ele começou a chorar desesperadamente pedindo que  fizéssemos alguma coisa para que a dor que ele sentia parasse.  Tentamos acalmá-lo, meu marido desligou a TV e tivemos uma experiência em família onde tivemos a oportunidade de, através do evangelho de Jesus  Cristo, ensinar a nosso filho princípios eternos como o pecado e suas  consequências.

Explicamos a nosso filho que, apesar das diversas advertências que ele recebeu de não mexer no fogo, ele escolheu fazê-lo; a consequência desse ato foi a mão queimada e não havia nada que nós pudéssemos fazer para que ela fosse embora.   Temos o livre arbítrio e  podemos  fazer o que quisermos com ele, mas não temos controle algum sobre as consequências disso.  Assim como ele deveria ter seguido o conselho de seus pais, deverá sempre ouvir e seguir os conselhos do Pai Celestial para se manter sempre protegido de resultados indesejáveis.

“As escolhas certas, mesmo as triviais que fazemos diariamente, tornam-nos livres e trazem-nos bênçãos" (...) “O cuidado que o Pai Celestial tem por nós é demonstrado de diversas maneiras, e tudo o que temos de fazer é ouvi-Lo e seguir Seus conselhos. Alguém disse: ´Se não escolhermos primeiramente o Reino de Deus, no final não fará diferença o que tivermos escolhido em seu lugar´." (Elder G. Larsen, "Livre Arbítrio, Uma Bênção ou um Fardo", Conferência Geral de Outubro de 1999).

Sou muito grata por sempre  me sentir inspirada e amparada pelo Pai Celestial na tarefa difícil de educar meus filhos à maneira do Senhor. Sempre que acho que não vou conseguir, sempre que estou exausta,  achando que estou no meu limite, o Senhor renova minhas energias e acalma meu coração.  Amo o evangelho, amo ser mãe dos meus filhos, amo minha família e não há nada neste mundo que me faça desviar ou abrir mão da tarefa que o Senhor me deu em Seu plano de cuidar da minha família. Trabalho para Ele, sirvo a Ele porque O amo e porque Ele vive!!!

Daniela Camargo
Estaca Jacarepaguá, Rio de Janeiro, Brasil.


segunda-feira, 5 de setembro de 2016

O Vestido

Recentemente perdi uma pessoa muito querida e especial na minha vida. Não era ninguém da minha família, mas sentia como se fosse: minha professora da primária e seminário. Tenho 37 anos e ainda tenho esse apreço de chamá- la de minha professora. Tive muitas experiências espirituais com ela quando era criança e adolescente. Ela realmente tocou a minha vida! Acredito que tomei a decisão de ser professora por causa dela...




A recordação mais especial que tenho foi quando no momento que mais precisei e ela estava ao meu lado. Eu tinha 10 anos quando perdi meu irmão de 5 anos em um acidente de carro e, como membro novo, eu precisava de ajuda assim como os meus pais. Cecília era o seu nome e quando ela soube do ocorrido estava pronta a estar do meu lado. Eu estava tão triste e destruída por dentro que não tinha forças pra agir. Eu era uma criança! Como foi difícil! Sem esperar, ela veio nos visitar e com seu doce olhar disse palavras confortadoras pra mim e minha família. O que mais me tocou foi que ela chegou com uma caixa grande dizendo:

-- Andréa, eu trouxe um presente pra você e estou muito feliz por ser sua professora da primária. Eu amo você!
Quando eu abri a caixa era um vestido! Que lindo vestido! Ele era rosa cintilante com mangas grandes e uma rosa pendurada. Naquele momento pra mim era o vestido mais lindo do mundo! A minha dor naquele momento tinha passado.

Eu já amava aquele vestido porque além de muito bonito era o que a sua filha Fernanda usava nos momentos mais especiais na igreja. Eu a achava linda naquele vestido... No meu momento de dor e desespero ela doou aquele vestido pra mim porque sabia que eu precisava mais do que ela. Eu e Fernanda somos amigas até hoje! Mesmo morando em outro país a nossa amizade sempre foi verdadeira e baseada nos ensinamentos de Cristo.
No velório da minha querida professora eu chorei como nunca. Não por ela ter partido, mas por tudo que lembrei dela na minha infância. Tão amorosa e dedicada a todos, ela conseguia trasmitir em seus atos o que o Salvador queria: "Amai -vos uns aos outros como eu vos amo".
De todos os presentes que já ganhei, o mais bonito foi aquele vestido dado com amor e carinho pra uma criança que precisava tanto. Obrigada por tudo, Cecília! Principalmente por ter ensinado a caridade como o puro amor de Cristo. Andréa Santos Estaca Andaraí, Rio de Janeiro, Brasil

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Diante de um herói

Ontem às 2 da tarde, quando voltávamos da Igreja na Freguesia, estávamos parados no trânsito para pegar a Avenida Ayrton Senna quando eu ouvi tiros.  Olhei para onde o som vinha e avistei do outro lado do canal um policial tentando se proteger atrás das árvores enquanto bandidos de cima dos telhados apontavam e atiravam sem medo.  Preocupada com minha filha, gritei para o meu marido que estava distraído e não percebeu a situação.  E, apressando para que ele andasse logo e nos tirasse daquele lugar que poderia ser o próximo alvo, vi um policial saindo de uma viatura andando resoluto em direção ao tiroteio.

Era domingo hora do almoço.  Provavelmente a família daquele homem estaria reunida e ele trabalhando.  Mas ele não estava caminhando para servir alguém em um restaurante ou tratar alguém em um hospital.  Sem nenhuma demonstração de hesitação e até com pressa, ele estava indo ajudar aquele colega que já estava no sufoco.  Comparei a coragem dele diante de algo tão difícil com o meu trabalho de funcionária pública onde eu ganhava bem mais do que ele só para mexer com papel e fiquei pensando na coisa estapafúrdia que é ser policial no Rio de Janeiro.  Orei por eles que estavam ali dando suas vidas para nos proteger.  E desde aquela hora o meu coração está cheio de gratidão e admiração por essas pessoas que arriscam suas vidas todos os dias.



Toda semana a gente recebe notícias negativas contra a polícia do Rio de Janeiro: acusações de racismo, truculência, corrupção.  Sei que a maioria é verdadeira mesmo! Mas uma pessoa que se propõe fazer o que eu vi aquele homem fazer ontem só pode ser doido ou santo.  E como santos são poucos, acredito que a gente tinha mais é que acolher e direcionar esses loucos dos quais nossa vida, nosso trabalho e todos os nossos outros direitos dependem.  Me senti culpada por todas as acusações que eu ouvi até hoje contra essas pessoas sem nunca tê-las defendido.  Eles erram sim... Enquanto nós, tão mais sensatos, jamais nos colocaríamos na situação que eles enfrentam diariamente.

Eu tinha ouvido naquela manhã na Igreja: "Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos" (João 15:13)  E ali, no andar daquele homem, eu vi a palavra ganhar vida.



terça-feira, 23 de agosto de 2016

Os cachos do exemplo

É, o blog anda meio devagar.  Depois de excelentes contribuições que fizeram muito sucesso, não tive mais submissões de artigos ao blog.  E como a vida anda em um ritmo frenético, me senti justificada em deixar o assunto quieto por um tempo.  No entanto, o Espírito tem testificado no meu coração neste tempo de uma maneira muito forte que eu preciso ser um exemplo também neste assunto.

Esse ser modelo para alguém às vezes requer de mim mais trabalho do que eu gostaria.  Veja o meu cabelo por exemplo: desde que me casei tenho aderido às escovas e chapinhas pela praticidade.  Só quem tem cabelo crespo sabe como é não ter o direito de desembaraçar o cabelo sem antes lavar e condicionar e, claro, manter um penteado apoiada em um arsenal de finalizadores, óleos e afins.  Nem passava mais pela minha cabeça voltar a essa vida pois considero que existe muita coisa com as quais me importo mais!  Até que percebi que minha filha mais velha deu para reclamar do seu cabelo e dizer que não gostava mais dele.  O cabelo dela não é crespo como o meu, mas é bastante volumoso e tem muitos cachos de um tom castanho claro um tanto avermelhado que ganha muitos elogios por onde passa.

Nessas horas que a gente se descobre realmente mãe!  Vendo que a atitude de manter o meu cabelo natural se tornara uma questão de ensinar minha filha a se amar do jeito que ela é, deixei a praticidade de lado e estou naquela luta diária com o espelho que eu esperava nunca mais travar.  Na verdade isso só foi possível porque nos últimos seis meses não fui feliz em nenhum cabelereiro e estava justamente naquela hora decisiva em que retornaria ao meu antigo.  Acontece que desde o primeiro dia em que deixei o secador de lado, a menina não comenta mais nada sobre o seu cabelo. Às vezes reparo nela se admirando no espelho e se sentindo a garota linda que ela é.



Pensando justamente nisso, lembrei-me de quando nos batizamos na Igreja e minha vó ficou muito preocupada com essa nova religião que entrara na nossa vida.  Orando e preocupada, ela comentou com uma irmã na congregação dela que acalmou o seu coração.  Acontece que essa irmã era vizinha de uma família mórmon e tinha uma relação de amizade com eles.  Ela contou para minha vó que sempre que precisavam viajar deixavam a chave da casa com ela para que molhasse suas plantas.  Pela maneira que aquela família cuidava e mantinha seu lar, ela sabia que eles eram verdadeiros discípulos de Jesus Cristo e que a minha vó não tinha com o que se preocupar.

Essa família fez um grande bem para a minha e tenho certeza que eles nem suspeitam disso.  Sua vida foi a própria "carta de Cristo", "escrita, não com tinta, mas o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração" (2 Cor 3:3).  Espero que de alguma forma, a constância em testificar sobre a eficácia dos ensinamentos do Salvador na minha vida mostre algo para minha família e para os meus amigos que eu mesmo não sei o que é.